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O retorno do pagamento dos anuênios possibilitaria incremento de 1% no subsídio por ano de serviço.
A comissão especial da Câmara aprovou nesta terça-feira a proposta de emenda à Constituição que estabelece o adicional por tempo de serviço para boa parte do funcionalismo federal, estadual e municipal. Como o relator, deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), acatou a emenda apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), sugerida pela Federação Nacional dos Policiais Federais, o direito foi estendido à categoria. Antes da emenda, a PEC previa apenas o adicional para os magistrados e o Ministério Público. No caso dos servidores estaduais e municipais, a proposta diz que o adicional poderá ser ainda maior do que 35%. A medida beneficia juízes, auditores fiscais, policiais, bombeiros, diplomatas, consultores legislativos e demais carreiras consideradas típicas de Estado. Um delegado que receba hoje subsídio de R$24.000 por mês, com 30 anos de serviço, teria direito a adicional de 30%, passando a receber R$31.200. A proposta foi aprovada por 13 votos a 2. Segue para o plenário, onde precisa ser votada em dois turnos. Depois, se aprovada, vai ao Senado. Mesmo os dois deputados que votaram contra - Paes de Lira (PTC-SP) e Major Fábio (DEM-PB) - concordam com o mérito da proposta, discordando apenas do formato do substitutivo. O relator foi Laerte Bessa (PMDB-DF), delegado e ex-diretor da Polícia Civil no Distrito Federal. Bessa não soube dizer o custo da medida: - Não tenho ideia. Procurei seguir a legislação. Se está inflacionando o Orçamento da União, isso não é problema meu. A proposta original, apresentada em 2007 pelo deputado Régis de Oliveira, recriava o adicional por tempo de serviço só para a magistratura e o MP. Segundo Bessa, porém, as demais carreiras de Estado também têm direito. Para ele, é preciso motivar o funcionalismo. O adicional por tempo de serviço foi extinto em 1998, com a reforma administrativa que instituiu o subsídio como forma de pagamento, num único valor, sem gratificações que mascaravam a remuneração final. - Hoje os servidores que recebem subsídios estão desmotivados. Uma pessoa com 30 anos de serviço é tratada da mesma forma de uma que está entrando hoje na carreira - disse. A proposta prevê aumentos de 5% para cada cinco anos trabalhados no serviço público federal, até o limite de 35%. Nos estados e municípios, o percentual pode ser maior. Para o diretor Parlamentar da Federação Nacional dos Policiais Federais, Edison Tessele a medida é importante para os servidores do DPF. "A mobilização da Fenapef garantiu a aprovação do texto na Comissão com a emenda sugerida por nós. Agora inicia a fase de plenário onde teremos de redobrar nossa mobilização e trabalho". Fonte: SINPRF/DF com informações de O Globo |